Entre os principais desafios enfrentados pelos profissionais da saúde no enfrentamento da pandemia da Covid-19, estão a falta de equipamentos de proteção individual, sobrecarga de trabalho e impactos na saúde mental. Assista à live.
Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella, conversa com Jonathan Vicente, biomédico e mestrando da Faculdade de Medicina da USP, sobre a pandemia da Covid-19 e o impacto da saúde mental nos profissionais da saúde.
Estamos fazendo lives às terças e quintas, às 18h, no Instagram tirando dúvidas e atualizando informações. Se você tem perguntas, envie pelo Twitter com a hashtag #CoberturaDV
Pessoas que fazem parte do grupo de risco para casos graves de coronavírus devem tomar a vacina contra a gripe para evitar ter as duas infecções ao mesmo tempo.
A vacina contra a gripe não previne o novo coronavírus (covid-19). Mas neste momento, é importante tomá-la para prevenir ter as duas doenças simultaneamente. Dr. Drauzio Varella fala sobre o assunto neste episódio do DrauzioCast.
Pessoas com obesidade devem ter cuidados redobrados com o coronavírus, pois fazem parte do grupo de risco mais vulnerável para complicações.
Pessoas obesas estão mais vulneráveis às complicações? Olha, o conceito de obesidade na medicina moderna mudou muito. No passado as pessoas diziam: “não, ele engordou porque come muito”. Hoje nós sabemos que a obesidade é regulada por fenômenos muito complexos que a medicina conhece mal. Há gente que tem excesso de peso e come menos do que o outro que é magro, nós sabemos bem disso.
Mas o fato é que parece que o coronavírus tem um tropismo especial pelas células gordurosas, e permanece mais tempo no organismo dessas pessoas. Então se você tem excesso de peso, e às vezes tem aí 20 anos, 21, e fala: “ah, eu não faço parte de nenhum grupo de risco, posso sair pela rua”. Não pode. Você deve tomar cuidado porque pode ser que você adquira o vírus e em que você a doença seja mais grave.
Claros ou escuros, discretos ou ousados, com efeito sequinho ou glossy. O universo dos batons conta com uma infinidade de cores e acabamentos que combinam com diferentes estilos e momentos. O batom certo é capaz de dar graça à cara limpa e transformar um look, do mais básico ao mais ousado.
Para lhe ajudar a escolher seu batom preferido, preparamos este post especial apresentando diferentes tipos de batom a partir de suas texturas e acabamentos. Qual será seu escolhido?
Batom matte
O batom matte é aquele que dá um efeito sequinho, aveludado e de longa duração aos lábios. Versátil, existem versões dele tanto como batom líquido quanto como no formato bala, aquele mais clássico que é sólido e vem em um bastão.
Sem dúvidas, podemos dizer que o batom matte é um dos queridinhos das brasileiras! Sua durabilidade é considerada um ponto muito positivo e sua opacidade pode torná-lo mais “discretinho”.
Porém, há também quem não goste do matte. Por ter uma fórmula mais sequinha, ele pode craquelar durante o uso ou mesmo deixar uma sensação incômoda de ressecamento nos lábios.
Batom cremoso
Mesmo que o batom matte tenha se tornado indispensável no nécessaire da brasileira, há quem ainda prefira o batom cremoso. Aliás, esse é, possivelmente, o mais clássico entre os tipos de batom.
O batom cremoso, como o nome já diz, tem uma textura macia que pode ser considerada mais confortável nos lábios. Hidratante, ele tem um brilho discreto e natural, porém tem duração menor que o matte.
Se quiser fazer seu batom cremoso durar mais tempo, nossa dica é aplicar umlápis de bocade cor igual ou similar.
Batom acetinado
O batom acetinado é um meio termo dos dois primeiros tipos de batom: mais hidratante e menos durável que o matte, mas não tanto quando o cremoso. Ele tem um acabamento de efeito molhado e desliza fácil pelos lábios.
Normalmente é bastante pigmentado, porém transfere mais facilmente que um batom matte, por exemplo.
Batom cintilante
Se o batom acetinado tem um brilho natural graças a seu efeito molhado, o cintilante é mais perolado ou metalizado. Este batom foi uma super tendência nas décadas de 80 e 90 e nunca saiu da lista de itens comumente encontrados nas nécessaires ao redor do mundo.
O batom cintilante não costuma ser muito pigmentado, por isso pode ser usado tanto para dar um up em uma maquiagem para o dia a dia quanto em uma maquiagem para noite. E, se quiser destacar mais a cor e aumentar a durabilidade, nossa dica é aplicar por cima de outro batom.
Batom vinil
O batom vinil ou vinílico está em alta e muita gente ainda nem o conhece. Ele é um tipo de batom líquido bastante pigmentado e que deixa um acabamento de verniz nos lábios, super brilhante.
Porém, há alguns pontos negativos no batom vinil. Há quem considere que esse tipo de batom deixa a boca grudenta e transfere facilmente.
Gloss
Muito popular nos anos 90, o gloss voltou a ser tendência. Ele dá um efeito brilho molhado aos lábios e hoje é fácil de encontrar muitas opções desse produto: translúcido, semi translúcido, colorido, com glitter…
Aliás, o gloss é uma ótima forma devalorizar os lábios. Você pode usá-lo sozinho ou sobre um batom, como, por exemplo, um batom líquido matte, e causar a impressão que sua boca é mais volumosa — e, se é esse o seu objetivo, o Lip Injection da Too Faced e o Lip Maximizer da Dior podem se tornar seus novos melhores amigos.
Assim como o batom vinil, algumas pessoas não gostam do gloss por causa da sensação de grude que fica nos lábios. Entretanto, isso não impediu que o gloss voltasse a ficar em alta e que passasse a ser usado até nas pálpebras para looks bem glossy.
Lip Tint
Apesar de também ser conhecido como batom lip tint, este produto não é exatamente um batom. O lip tint é um produto líquido disponível normalmente em tons de vermelho e rosa que é usado como um “corante” para os lábios e bochechas.
Essa nova tendência é perfeita para fazer looks mais naturais. Sabe quando você está afim de fazer uma maquiagem completa mas quer aquela carinha de saúde? O lip tint é a escolha ideal. Ele tem alta fixação, mas é bastante translúcido.
Agora que você já conheceu todos esses tipos de batom, já elegeu o seu favorito? Confira toda a variedade de batons que temos na Sephora e escolha os que mais curtir para levar para casa!
Pacientes infectados pelo coronavírus com riscos de complicações graves são encaminhados para os hospitais de campanha, para receber o suporte necessário.
Como funcionam os hospitais de campanha?Olha, o hospital de campanha serve para você atender e dar cuidados especiais para aquelas pessoas que têm mais risco de desenvolver complicações graves. Pega uma senhora de 80 anos, com febre, com mal-estar, se sentindo muito desconfortável, o hospital de campanha é o lugar certo para ela ficar, porque lá o acesso à UTI fica muito mais rápido.
Pega um jovem, mesmo o jovem, mas com obesidade e sintomas muito intenso, muita fraqueza, febre alta, mal-estar grande, é o hospital de campanha o lugar certo.Ele ficaria assim como um intermediário, entre a pessoa que poderia ficar em casa e a UTI. Nos casos que correm mais risco de precisar das UTI´s, esses são os que devem ir para o hospital de campanha.
Não importa a sua idade ou as necessidades da sua pele, todas nós nos beneficiamos quando seguimos uma rotina de cuidados com a pele. Os cuidados básicos recomendados, de maneira geral, são limpeza, tonificação, hidratação e proteção contra raios solares. Dependendo da idade, porém, essas etapas devem ser adaptadas e podem também haver acréscimos.
Ao manter a disciplina com esses cuidados diários com a pele, conseguimos retardar o surgimento dos sinais de envelhecimento, controlar problemas como oleosidade excessiva, acne e manchas e manter o viço e a elasticidade da pele.
Com tantos benefícios, como não querer adotar cuidados com a pele do rosto, não é mesmo? E, para ajudar quem está começando a se interessar por esse assunto, reunimos aqui dicas essenciais para ter a pele bem cuidada em todas as fases da sua vida.
Antes dos 20: cuidados com a pele como prevenção
É comum que na adolescência nós comecemos a nos preocupar mais com a aparência. Nessa época, os hormônios trazem mudanças e agem também na pele, podendo trazer um aumento de oleosidade, surgimento de espinhas e vermelhidão.
Por isso, os primeiros passos na rotina de cuidados com a pele podem ser dados mesmo antes dos 20 anos. Até porque, além de ajudar a minimizar esses problemas que citamos, nessa fase da vida já podemos começar a prevenir o surgimento de marcas de expressão e manchas (é neste período que a maior parte das manchas de sol, que vão aparecer só lá depois dos 40, começa a se formar nas camadas mais profundas da pele).
Como deve ser a rotina de cuidados com a pele antes dos 20 anos?
Quando falamos sobre quais os cuidados diários com a pele do rosto para pessoas com menos de 20 anos, o ideal é:
Lavar o rosto pela manhã, antes de sair de casa, e à noite, antes de dormir, com um sabonete facial anti-oleosidade, anti-acne ou específico para o seu tipo de pele;
Uma vez ao dia, usar umtônico facial para retirar as impurezas mais difíceis e os resíduos dos produtos que passou na pele;
Aplique umhidratante facial pelo menos uma vez ao dia, antes do protetor solar e sempre que sentir a pele muito ressecada, para evitar o efeito rebote — e, se estivermos pensando em cuidados com a pele oleosa, as melhores opções são as oil free;
Pelo menos trinta minutos antes de sair de casa, aplicar umprotetor solar ou BB Cream (e leve com você para reaplicar depois de algumas horas!).
Para tratar mais especificamente da acne, você pode também acrescentar ao seu kit de cuidados com a pele produtos com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla. É também importante consultar um dermatologista para evitar efeito rebote, manchas e outros problemas que podem acontecer a partir de tratamentos errados.
Dos 20 aos 30: cuidados com a pele se intensificam
Nesta fase da vida, a pele parece ter encontrado certo equilíbrio. Mesmo assim, os cuidados com a pele do rosto continuam e, na verdade, se tornam ainda mais importantes.
Por que investir em cuidados com a pele entre os 20 e os 30?
Entre os 20 e os 30 anos, a pele tem firmeza e viço e isso pode levar as pessoas a pensarem que os cuidados com a pele são dispensáveis nessa época. Na realidade, isso só quer dizer que você não precisa ainda investir em produtos tão potentes para garantir a saúde da sua pele.
A faixa etária dos 20 aos 30 é perfeita para começar a prevenir os sinais do envelhecimento, por isso é tão importante criar e seguir uma rotina de cuidados com a pele nesse momento da vida.
E, se você usa maquiagem com muita frequência, é importantíssimo criar uma disciplina para retirar os produtos da pele todos os dias. Esta etapa é fundamental para manter a jovialidade da pele.
Então, se você fica se perguntando quais produtos usar na pele do rosto, o ideal é apostar nos preventivos, com vitamina C e propriedades antioxidantes, que prolongam a saúde das células e adiam as primeiras linhas de expressão.
Atenção à região dos olhos
Lá pelos 25 anos, você pode começar a perceber pequenas linhas na região dos olhos, que é a primeira a manifestar os sinais do envelhecimento. Por isso, vale a pena potencializar o tratamento da área comprodutos específicos para a região dos olhos e para as necessidades que o seu dermatologista identificar.
A Sephora possui linhas de tratamento específicos para diversos problemas que podem acometer a região dos olhos: anti-olheiras, anti-idade e revitalizantes estão entre os principais.
Aos 30: cuidados com a pele contra rugas e manchas
Na terceira década da sua vida, as células da pele começam a perder a capacidade de renovação, produção de colágeno e de melanina. Com isso, pequenas rugas e problemas de pigmentação podem surgir.
Com uma rotina de cuidados diários com a pele, você pode adiar ou até mesmo evitar esses problemas por mais de uma década. Para isso, é necessário turbinar seu ritual de cuidados com produtos de tratamento anti-idade.
Invista na proteção solar
A proteção solar tem importância estratégica nesta fase da vida, ela não só evita a formação de sardas e melasma, como também impede a degradação do colágeno, proteína responsável pela firmeza e elasticidade da pele.
Escolha um protetor com propriedades que beneficiem o seu tipo de pele:
Hidratante para peles ressecadas;
Oil free para quem busca cuidados com a pele oleosa;
Clareadores para quem sofre com as manchas.
Esfolie pelo menos uma vez por semana
Você também pode incluiresfoliaçõessemanais na sua rotina de cuidados com a pele do rosto. Isso ajuda a retirar as camadas de células mortas, que demoram mais para ser eliminadas pelo corpo a partir dos 30 anos. Assim, você começará a perceber a pele mais viçosa e com brilho natural.
Quais produtos usar na pele do rosto aos 30 anos?
O indicado é que você inclua na sua rotina um creme anti-idade com ácido hialurônico ou retinol para retardar a formação de rugas, que começam a ficar visíveis. Aposte em hidratantes com esses ingredientes para potencializar os cuidados diários.
Aos 40: cuidados com a pele para adiar problemas
Quando chegamos à faixa dos 40 anos, percebemos a intensificação do que começou a aparecer nos anos anteriores. Nesta idade, as manchas, rugas e linhas de expressão se aprofundam e começamos a perceber a perda de volume nos lábios e maçãs do rosto, além de notar mudanças nos contornos da face, sobretudo do maxilar, por causa da flacidez da pele.
Mudanças nos produtos de cuidados com a pele
O kit de cuidados com a pele básico, que contém sabonete facial, tônico, hidratante e protetor solar, deve ser substituído por versões com propriedades anti-age ou anti-envelhecimento, anti-idade, e alguns tratamentos se tornam indispensáveis. Isso porque após os 40 os efeitos dos tratamentos se tornam muito mais visíveis e fazem uma diferença incrível na pele e na aparência.
Investir em cremes preenchedores e que potencializam a produção de elastina e colágeno ajuda a manter a firmeza do rosto e é um dos cuidados diários com a pele básicos para essa faixa etária.
Também é interessante começar a usarprodutos clareadores, mesmo que não apresente muitas manchas visíveis, assim você previne o aparecimento das sardas e melasmas que estão em camadas mais profundas da pele.
A partir dos 50: cuidados com a pele para se manter linda
Por volta dos 50 anos, ocorre a menopausa. Além de várias outras consequências, essa alteração hormonal pode deixar a pele mais flácida, ressecada e frágil. É também nessa fase da vida que a pele começa a mostrar mais o que anos de exposição ao sol, à poluição e aos maus hábitos causaram.
Proteção solar extra
Como consequência do que já dissemos, um dos cuidados com a pele aos 50 anos é o investimento em produtos de proteção solar com alta proteção UVA e UVB e com componentes antioxidantes.
Hidratação redobrada
Como a pele vai perdendo a hidratação natural com o tempo e aos 50 ela pode se tornar ainda mais ressecada e frágil, é essencial que osprodutos anti-idadedo seu kit de cuidados com a pele sejam hidratantes e nutritivos.
É essencial também que o hidratante para cuidados com a pele a partir dos 50 anos tenha ativos antioxidantes, clareadores, tensores e que atendam a essas necessidades típicas das peles maduras.
Tratamentos e mais tratamentos
Uma boa dica para quem quer saber como cuidar da pele a partir dos 50 anos é investir em produtos com ácidos, pois eles promovem a renovação das células, deixando a pele mais bonita. É importante que esses produtos sejam aprovados ou até mesmo recomendados por seu dermatologista, para garantir que não haverá efeitos negativos a partir de seu uso.
Outra boa recomendação para mulheres de pele madura são os tratamentos noturnos. Durante o sono, as células da pele se regeneram e absorvem os produtos mais intensamente.
Estudos mostram que pré-sintomáticos e assintomáticos transmitem Covid-19.
Desde o início da pandemia de Covid-19, cujos primeiros casos surgiram na China no fim de 2019, o mundo se pergunta: será que quem não desenvolve sintomas pode transmitir a doença? Qual a proporção dessas pessoas, chamadas de assintomáticas, entre aqueles que contraem o Sars-CoV-2?
Como já foi dito por inúmeros especialistas, é preciso cautela ao fazer afirmações categóricas sobre a doença. Isso porque cientistas se baseiam em dados e estudos que requerem tempo para serem realizados e avaliados.
Não podemos esquecer que o Sars-CoV-2 é um vírus novo; cientistas vêm se debruçando sobre ele há cerca de apenas seis meses. Por mais que a tecnologia atual permita que se encurte o tempo da ciência, o método científico exige etapas que não podem ser muito abreviadas, sob o risco de cometermos erros graves. Assim, até o momento, temos mais perguntas do que respostas acerca do comportamento do vírus Sars-CoV-2.
Assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos
Sabemos que a Covid-19 pode se manifestar de várias formas. Alguns pacientes contraem o vírus e não sentem nada, outros têm sintomas leves e alguns desenvolvem a forma mais grave da doença, que pode levar à morte. Os fatores relacionados a quadros tão distintos ainda não estão totalmente esclarecidos, embora já se saiba que pessoas com comorbidades como diabetes e doenças cardíacas, com idade superior a 60 anos, com IMC maior que 30 e imunussuprimidos tenham risco aumentado de desenvolver sintomas mais graves.
Para entender como o vírus pode afetar as pessoas de maneiras diferentes, é preciso separar os pacientes em três grupos:
Assintomáticos: A pessoa contrai o vírus, mas não desenvolve nenhum sintoma de Covid-19. Em geral, ela só sabe que contraiu o Sars-CoV-2 se realizar o exame que detecta a presença do vírus ou de anticorpos no organismo.
Pré-sintomáticos: São considerados pré-sintomáticos os pacientes que se encontram na fase anterior ao surgimento dos sintomas (período de incubação), quando o vírus já circula no organismo, mas a pessoa não apresenta nenhum sinal de Covid-19.
Sintomáticos: Todos aqueles que desenvolvem sintomas, que podem ser leves, moderados ou graves.
Essa distinção é importante, pois todos os pacientes podem transmitir o vírus, embora os assintomáticos tenham um risco menor de contaminar outras pessoas. “A recomendação de que todas as pessoas usassem máscara surgiu a partir de estudos que demonstraram que assintomáticos e pré-sintomáticos podem transmitir o vírus. O Sars-CoV-2 fica no nariz e na garganta, por isso o uso de máscara por todos é importante”, explica Laura de Freitas, farmacêutica-bioquímica e doutora em microbiologia.
Também é muito difícil saber quem é assintomático de fato e quem apenas ainda não apresentou sintomas. Além disso, alguns pacientes têm sintomas tão leves, como cansaço, que sequer os identificam como sinal da doença.
Ademais, os pacientes em fase pré-sintomática podem disseminar o vírus com mais facilidade do que os sintomáticos , pois quando surgem os sintomas, as pessoas costumam se sentir mal e ficar em isolamento.
Saber qual a porcentagem de assintomáticos entre aqueles que contraem o Sars-CoV-2 é outro desafio. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano avaliou estudos publicados entre o começo de janeiro e abril de 2020 e, a partir do risco de transmissão de assintomáticos e pré-sintomáticos, passou a recomendar intervenções comunitárias para reduzir a transmissão, como isolamento social e distanciamento físico, uso de máscaras e testagem massiva dos indivíduos.
Organização Mundial da Saúde
No dia 8/6/2020, a chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Maria van Kerkhove afirmou que a transmissão por pacientes sem sintomas era “rara”.
A declaração gerou polêmica no mundo, pois a própria OMS afirma que sintomáticos e pré-sintomáticos podem, sim, contaminar outras pessoas.
Diante da repercussão, a OMS veio à público, em 9/6/2020, dizer que assintomáticos podem transmitir o vírus, e Kerkhove afirmou que “as estimativas de assintomáticos variam de 6% a 41%”, portanto ainda são necessários mais estudos para determinar o impacto dos assintomáticos na disseminação da Covid-19 no mundo. A chefe da OMS disse, ainda, que sua declaração foi baseada em situações específicas e que aquela “não era uma política da OMS”.
O diretor de emergências da organização, Michael Ryan, atestou que a transmissão por meio de pacientes assintomáticos existe.”Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por pessoas assintomáticas está ocorrendo, a questão é saber quanto”, disse.
A dificuldade, de acordo com especialistas e a própria OMS, é definir qual a proporção de assintomáticos e pré-sintomáticos e como cada grupo contribui para a transmissão.
“Alguns estudos estimam que grande parte (até 50%) das transmissões da Covid-19 acontece por pessoas assintomáticas, pré-sintomáticas ou com sintomas tão leves que passam despercebidos. Ainda não sabemos, no entanto, que porcentagem das transmissões acontece em cada cenário”, completa a infectologista Vivian Avelino-Silva, professora da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Medicina do Einstein.
Distanciamento social e máscaras
Pessoas contrárias às medidas de isolamento social defendidas pela OMS, entre elas o presidente da República Jair Bolsonaro, apressaram-se em dizer, com base na primeira declaração de Kerkhove, que havia um risco baixo de transmissão entre assintomáticos.
Em seu Twitter, ele disse, em 9/6/2020, que: “agora a OMS conclui que pacientes assintomáticos (a grande maioria) não têm potencial de infectar outras pessoas. Milhões ficaram trancados em casa, perderam seus empregos e afetaram negativamente a Economia”.
Diante da crise econômica e social advinda da pandemia de Covid-19, é natural que governos sintam-se pressionados a retomar as atividades comerciais em seus países e estados. No entanto, é preciso entender que a responsável pela crise econômica é a pandemia, não as medidas utilizadas para mitigá-la. De nada adianta abrir lojas, restaurantes e shoppings se isso significar um aumento do número de casos da doença, que certamente sobrecarregará o sistema de saúde e nos fará ter de adotar medidas de isolamento ainda mais rígidas, prolongando e agravando a crise.
“As medidas de distanciamento social não visam somente os assintomáticos transmissores. Elas são importantes para diminuir a circulação geral do vírus na população e para ‘achatar a curva’, evitando o colapso do sistema de saúde”, conclui a dra. Vivian.