terça-feira, 16 de junho de 2020

Boletim Coronavírus no Instagram #16 | 09/06/2020

Entre os principais desafios enfrentados pelos profissionais da saúde no enfrentamento da pandemia da Covid-19, estão a falta de equipamentos de proteção individual, sobrecarga de trabalho e impactos na saúde mental. Assista à live. 

 

Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella, conversa com Jonathan Vicente, biomédico e mestrando da Faculdade de Medicina da USP, sobre a pandemia da Covid-19 e o impacto da saúde mental nos profissionais da saúde.

Estamos fazendo lives às terças e quintas, às 18h, no Instagram tirando dúvidas e atualizando informações. Se você tem perguntas, envie pelo Twitter com a hashtag #CoberturaDV

Veja também: Como manter o equilíbrio psicológico em tempos de pandemia?

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

DrauzioCast #121 | Coronavírus: É importante se vacina contra a gripe?

Pessoas que fazem parte do grupo de risco para casos graves de coronavírus devem tomar a vacina contra a gripe para evitar ter as duas infecções ao mesmo tempo.

 

A vacina contra a gripe não previne o novo coronavírus (covid-19). Mas neste momento, é importante tomá-la para prevenir ter as duas doenças simultaneamente. Dr. Drauzio Varella fala sobre o assunto neste episódio do DrauzioCast.

Veja também: Como diferenciar a gripe comum do coronavírus

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Pessoas obesas estão mais vulneráveis às complicações? | Coronavírus #49

Pessoas com obesidade devem ter cuidados redobrados com o coronavírus, pois fazem parte do grupo de risco mais vulnerável para complicações.

 

Pessoas obesas estão mais vulneráveis às complicações? Olha, o conceito de obesidade na medicina moderna mudou muito. No passado as pessoas diziam: “não, ele engordou porque come muito”. Hoje nós sabemos que a obesidade é regulada por fenômenos muito complexos que a medicina conhece mal. Há gente que tem excesso de peso e come menos do que o outro que é magro, nós sabemos bem disso.

Mas o fato é que parece que o coronavírus tem um tropismo especial pelas células gordurosas, e permanece mais tempo no organismo dessas pessoas. Então se você tem excesso de peso, e às vezes tem aí 20 anos, 21, e fala: “ah, eu não faço parte de nenhum grupo de risco, posso sair pela rua”. Não pode. Você deve tomar cuidado porque pode ser que você adquira o vírus e em que você a doença seja mais grave.

Veja também: Covid-19: Assintomáticos podem transmitir a doença? | Coluna

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Batom em foco: conheça os tipos e escolha seu preferido

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Claros ou escuros, discretos ou ousados, com efeito sequinho ou glossy. O universo dos batons conta com uma infinidade de cores e acabamentos que combinam com diferentes estilos e momentos. O batom certo é capaz de dar graça à cara limpa e transformar um look, do mais básico ao mais ousado.

Para lhe ajudar a escolher seu batom preferido, preparamos este post especial apresentando diferentes tipos de batom a partir de suas texturas e acabamentos. Qual será seu escolhido?

Batom matte

Batom matte é um dos preferidos das brasileiras

O batom matte é aquele que dá um efeito sequinho, aveludado e de longa duração aos lábios. Versátil, existem versões dele tanto como batom líquido quanto como no formato bala, aquele mais clássico que é sólido e vem em um bastão.

Sem dúvidas, podemos dizer que o batom matte é um dos queridinhos das brasileiras! Sua durabilidade é considerada um ponto muito positivo e sua opacidade pode torná-lo mais “discretinho”.

Porém, há também quem não goste do matte. Por ter uma fórmula mais sequinha, ele pode craquelar durante o uso ou mesmo deixar uma sensação incômoda de ressecamento nos lábios.

Batom cremoso

Batom cremoso é confortável nos lábios

Mesmo que o batom matte tenha se tornado indispensável no nécessaire da brasileira, há quem ainda prefira o batom cremoso. Aliás, esse é, possivelmente, o mais clássico entre os tipos de batom.

O batom cremoso, como o nome já diz, tem uma textura macia que pode ser considerada mais confortável nos lábios. Hidratante, ele tem um brilho discreto e natural, porém tem duração menor que o matte.

Se quiser fazer seu batom cremoso durar mais tempo, nossa dica é aplicar um lápis de boca de cor igual ou similar.

Batom acetinado

O batom acetinado é um meio termo dos dois primeiros tipos de batom: mais hidratante e menos durável que o matte, mas não tanto quando o cremoso. Ele tem um acabamento de efeito molhado e desliza fácil pelos lábios.

Normalmente é bastante pigmentado, porém transfere mais facilmente que um batom matte, por exemplo.

Batom cintilante

Se o batom acetinado tem um brilho natural graças a seu efeito molhado, o cintilante é mais perolado ou metalizado. Este batom foi uma super tendência nas décadas de 80 e 90 e nunca saiu da lista de itens comumente encontrados nas nécessaires ao redor do mundo.

O batom cintilante não costuma ser muito pigmentado, por isso pode ser usado tanto para dar um up em uma maquiagem para o dia a dia quanto em uma maquiagem para noite. E, se quiser destacar mais a cor e aumentar a durabilidade, nossa dica é aplicar por cima de outro batom.

Batom vinil

O batom vinil ou vinílico está em alta e muita gente ainda nem o conhece. Ele é um tipo de batom líquido bastante pigmentado e que deixa um acabamento de verniz nos lábios, super brilhante.

Porém, há alguns pontos negativos no batom vinil. Há quem considere que esse tipo de batom deixa a boca grudenta e transfere facilmente.

Gloss

Muito popular nos anos 90, o gloss voltou a ser tendência. Ele dá um efeito brilho molhado aos lábios e hoje é fácil de encontrar muitas opções desse produto: translúcido, semi translúcido, colorido, com glitter…

Aliás, o gloss é uma ótima forma de valorizar os lábios. Você pode usá-lo sozinho ou sobre um batom, como, por exemplo, um batom líquido matte, e causar a impressão que sua boca é mais volumosa — e, se é esse o seu objetivo, o Lip Injection da Too Faced e o Lip Maximizer da Dior podem se tornar seus novos melhores amigos.

Assim como o batom vinil, algumas pessoas não gostam do gloss por causa da sensação de grude que fica nos lábios. Entretanto, isso não impediu que o gloss voltasse a ficar em alta e que passasse a ser usado até nas pálpebras para looks bem glossy.

Lip Tint

Lip tint é um novo tipo de batom que está em alta

Apesar de também ser conhecido como batom lip tint, este produto não é exatamente um batom. O lip tint é um produto líquido disponível normalmente em tons de vermelho e rosa que é usado como um “corante” para os lábios e bochechas.

Essa nova tendência é perfeita para fazer looks mais naturais. Sabe quando você está afim de fazer uma maquiagem completa mas quer aquela carinha de saúde? O lip tint é a escolha ideal. Ele tem alta fixação, mas é bastante translúcido.

Agora que você já conheceu todos esses tipos de batom, já elegeu o seu favorito? Confira toda a variedade de batons que temos na Sephora e escolha os que mais curtir para levar para casa!

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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Como funcionam os hospitais de campanha? | Coronavírus #48

Pacientes infectados pelo coronavírus com riscos de complicações graves são encaminhados para os hospitais de campanha, para receber o suporte necessário.

 

Como funcionam os hospitais de campanha? Olha, o hospital de campanha serve para você atender e dar cuidados especiais para aquelas pessoas que têm mais risco de desenvolver complicações graves. Pega uma senhora de 80 anos, com febre, com mal-estar, se sentindo muito desconfortável, o hospital de campanha é o lugar certo para ela ficar, porque lá o acesso à UTI fica muito mais rápido.

Pega um jovem, mesmo o jovem, mas com obesidade e sintomas muito intenso, muita fraqueza, febre alta, mal-estar grande, é o hospital de campanha o lugar certo. Ele ficaria assim como um intermediário, entre a pessoa que poderia ficar em casa e a UTI. Nos casos que correm mais risco de precisar das UTI´s, esses são os que devem ir para o hospital de campanha.

Veja também: Covid-19: Assintomáticos podem transmitir a doença? | Coluna

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Guia essencial de Cuidados com a Pele: primeiros passos para cada fase da vida

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Não importa a sua idade ou as necessidades da sua pele, todas nós nos beneficiamos quando seguimos uma rotina de cuidados com a pele. Os cuidados básicos recomendados, de maneira geral, são limpeza, tonificação, hidratação e proteção contra raios solares. Dependendo da idade, porém, essas etapas devem ser adaptadas e podem também haver acréscimos.

Ao manter a disciplina com esses cuidados diários com a pele, conseguimos retardar o surgimento dos sinais de envelhecimento, controlar problemas como oleosidade excessiva, acne e manchas e manter o viço e a elasticidade da pele.

Com tantos benefícios, como não querer adotar cuidados com a pele do rosto, não é mesmo? E, para ajudar quem está começando a se interessar por esse assunto, reunimos aqui dicas essenciais para ter a pele bem cuidada em todas as fases da sua vida.

Antes dos 20: cuidados com a pele como prevenção

É comum que na adolescência nós comecemos a nos preocupar mais com a aparência. Nessa época, os hormônios trazem mudanças e agem também na pele, podendo trazer um aumento de oleosidade, surgimento de espinhas e vermelhidão.

Por isso, os primeiros passos na rotina de cuidados com a pele podem ser dados mesmo antes dos 20 anos. Até porque, além de ajudar a minimizar esses problemas que citamos, nessa fase da vida já podemos começar a prevenir o surgimento de marcas de expressão e manchas (é neste período que a maior parte das manchas de sol, que vão aparecer só lá depois dos 40, começa a se formar nas camadas mais profundas da pele).

Como deve ser a rotina de cuidados com a pele antes dos 20 anos?

Quando falamos sobre quais os cuidados diários com a pele do rosto para pessoas com menos de 20 anos, o ideal é:

  1. Lavar o rosto pela manhã, antes de sair de casa, e à noite, antes de dormir, com um sabonete facial anti-oleosidade, anti-acne ou específico para o seu tipo de pele;
  2. Uma vez ao dia, usar um tônico facial para retirar as impurezas mais difíceis e os resíduos dos produtos que passou na pele;
  3. Aplique um hidratante facial pelo menos uma vez ao dia, antes do protetor solar e sempre que sentir a pele muito ressecada, para evitar o efeito rebote — e, se estivermos pensando em cuidados com a pele oleosa, as melhores opções são as oil free;
  4. Pelo menos trinta minutos antes de sair de casa, aplicar um protetor solar ou BB Cream (e leve com você para reaplicar depois de algumas horas!).
veja como combater a oleosidade da pele

Para tratar mais especificamente da acne, você pode também acrescentar ao seu kit de cuidados com a pele produtos com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla. É também importante consultar um dermatologista para evitar efeito rebote, manchas e outros problemas que podem acontecer a partir de tratamentos errados.

Dos 20 aos 30: cuidados com a pele se intensificam 

Nesta fase da vida, a pele parece ter encontrado certo equilíbrio. Mesmo assim, os cuidados com a pele do rosto continuam e, na verdade, se tornam ainda mais importantes.

Por que investir em cuidados com a pele entre os 20 e os 30?

Entre os 20 e os 30 anos, a pele tem firmeza e viço e isso pode levar as pessoas a pensarem que os cuidados com a pele são dispensáveis nessa época. Na realidade, isso só quer dizer que você não precisa ainda investir em produtos tão potentes para garantir a saúde da sua pele.

A faixa etária dos 20 aos 30 é perfeita para começar a prevenir os sinais do envelhecimento, por isso é tão importante criar e seguir uma rotina de cuidados com a pele nesse momento da vida.

E, se você usa maquiagem com muita frequência, é importantíssimo criar uma disciplina para retirar os produtos da pele todos os dias. Esta etapa é fundamental para manter a jovialidade da pele.

Então, se você fica se perguntando quais produtos usar na pele do rosto, o ideal é apostar nos preventivos, com vitamina C e propriedades antioxidantes, que prolongam a saúde das células e adiam as primeiras linhas de expressão.

Atenção à região dos olhos

Lá pelos 25 anos, você pode começar a perceber pequenas linhas na região dos olhos, que é a primeira a manifestar os sinais do envelhecimento. Por isso, vale a pena potencializar o tratamento da área com produtos específicos para a região dos olhos e para as necessidades que o seu dermatologista identificar.

A Sephora possui linhas de tratamento específicos para diversos problemas que podem acometer a região dos olhos: anti-olheiras, anti-idade e revitalizantes estão entre os principais.

Aos 30: cuidados com a pele contra rugas e manchas

Na terceira década da sua vida, as células da pele começam a perder a capacidade de renovação, produção de colágeno e de melanina. Com isso, pequenas rugas e problemas de pigmentação podem surgir.

Com uma rotina de cuidados diários com a pele, você pode adiar ou até mesmo evitar esses problemas por mais de uma década. Para isso, é necessário turbinar seu ritual de cuidados com produtos de tratamento anti-idade.

Invista na proteção solar

A proteção solar tem importância estratégica nesta fase da vida, ela não só evita a formação de sardas e melasma, como também impede a degradação do colágeno, proteína responsável pela firmeza e elasticidade da pele.

Escolha um protetor com propriedades que beneficiem o seu tipo de pele:

  • Hidratante para peles ressecadas;
  • Oil free para quem busca cuidados com a pele oleosa;
  • Clareadores para quem sofre com as manchas.

Esfolie pelo menos uma vez por semana

Você também pode incluir esfoliações semanais na sua rotina de cuidados com a pele do rosto. Isso ajuda a retirar as camadas de células mortas, que demoram mais para ser eliminadas pelo corpo a partir dos 30 anos. Assim, você começará a perceber a pele mais viçosa e com brilho natural.

Quais produtos usar na pele do rosto aos 30 anos?

O indicado é que você inclua na sua rotina um creme anti-idade com ácido hialurônico ou retinol para retardar a formação de rugas, que começam a ficar visíveis. Aposte em hidratantes com esses ingredientes para potencializar os cuidados diários.

Aos 40: cuidados com a pele para adiar problemas

Quando chegamos à faixa dos 40 anos, percebemos a intensificação do que começou a aparecer nos anos anteriores. Nesta idade, as manchas, rugas e linhas de expressão se aprofundam e começamos a perceber a perda de volume nos lábios e maçãs do rosto, além de notar mudanças nos contornos da face, sobretudo do maxilar, por causa da flacidez da pele.

Mudanças nos produtos de cuidados com a pele

O kit de cuidados com a pele básico, que contém sabonete facial, tônico, hidratante e protetor solar, deve ser substituído por versões com propriedades anti-age ou anti-envelhecimento, anti-idade, e alguns tratamentos se tornam indispensáveis. Isso porque após os 40 os efeitos dos tratamentos se tornam muito mais visíveis e fazem uma diferença incrível na pele e na aparência.

Investir em cremes preenchedores e que potencializam a produção de elastina e colágeno ajuda a manter a firmeza do rosto e é um dos cuidados diários com a pele básicos para essa faixa etária.

Também é interessante começar a usar produtos clareadores, mesmo que não apresente muitas manchas visíveis, assim você previne o aparecimento das sardas e melasmas que estão em camadas mais profundas da pele.

A partir dos 50: cuidados com a pele para se manter linda

Por volta dos 50 anos, ocorre a menopausa. Além de várias outras consequências, essa alteração hormonal pode deixar a pele mais flácida, ressecada e frágil. É também nessa fase da vida que a pele começa a mostrar mais o que anos de exposição ao sol, à poluição e aos maus hábitos causaram.

Proteção solar extra

Como consequência do que já dissemos, um dos cuidados com a pele aos 50 anos é o investimento em produtos de proteção solar com alta proteção UVA e UVB e com componentes antioxidantes.

Hidratação redobrada

Como a pele vai perdendo a hidratação natural com o tempo e aos 50 ela pode se tornar ainda mais ressecada e frágil, é essencial que os produtos anti-idade do seu kit de cuidados com a pele sejam hidratantes e nutritivos.

aprenda a tratar e prevenir rugas e flacidez

É essencial também que o hidratante para cuidados com a pele a partir dos 50 anos tenha ativos antioxidantes, clareadores, tensores e que atendam a essas necessidades típicas das peles maduras.

Tratamentos e mais tratamentos

Uma boa dica para quem quer saber como cuidar da pele a partir dos 50 anos é investir em produtos com ácidos, pois eles promovem a renovação das células, deixando a pele mais bonita. É importante que esses produtos sejam aprovados ou até mesmo recomendados por seu dermatologista, para garantir que não haverá efeitos negativos a partir de seu uso.

Outra boa recomendação para mulheres de pele madura são os tratamentos noturnos. Durante o sono, as células da pele se regeneram e absorvem os produtos mais intensamente.

Gostou das dicas? Então leia também nosso texto sobre rotina de skincare comece a explorar os produtos de cuidados com a pele disponíveis na Sephora!

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Covid-19: Assintomáticos podem transmitir a doença? | Coluna

Estudos mostram que pré-sintomáticos e assintomáticos transmitem Covid-19. 

 

Desde o início da pandemia de Covid-19, cujos primeiros casos surgiram na China no fim de 2019, o mundo se pergunta: será que quem não desenvolve sintomas pode transmitir a doença? Qual a proporção dessas pessoas, chamadas de assintomáticas, entre aqueles que contraem o Sars-CoV-2?

Como já foi dito por inúmeros especialistas, é preciso cautela ao fazer afirmações categóricas sobre a doença. Isso porque cientistas se baseiam em dados e estudos que requerem tempo para serem realizados e avaliados.

Veja também: Cloroquina: uma ideia fixa

Não podemos esquecer que o Sars-CoV-2 é um vírus novo; cientistas vêm se debruçando sobre ele há cerca de apenas seis meses. Por mais que a tecnologia atual permita que se encurte o tempo da ciência, o método científico exige etapas que não podem ser muito abreviadas, sob o risco de cometermos erros graves. Assim, até o momento, temos mais perguntas do que respostas acerca do comportamento do vírus Sars-CoV-2.

 

Assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos

 

Sabemos que a Covid-19 pode se manifestar de várias formas. Alguns pacientes contraem o vírus e não sentem nada, outros têm sintomas leves e alguns desenvolvem a forma mais grave da doença, que pode levar à morte. Os fatores relacionados a quadros tão distintos ainda não estão totalmente esclarecidos, embora já se saiba que pessoas com comorbidades como diabetes e doenças cardíacas, com idade superior a 60 anos, com IMC maior que 30 e imunussuprimidos tenham risco aumentado de desenvolver sintomas mais graves.

Para entender como o vírus pode afetar as pessoas de maneiras diferentes, é preciso separar os pacientes em três grupos:

  1. Assintomáticos: A pessoa contrai o vírus, mas não desenvolve nenhum sintoma de Covid-19. Em geral, ela só sabe que contraiu o Sars-CoV-2 se realizar o exame que detecta a presença do vírus ou de anticorpos no organismo.
  2. Pré-sintomáticos: São considerados pré-sintomáticos os pacientes que se encontram na fase anterior ao surgimento dos sintomas (período de incubação), quando o vírus já circula no organismo, mas a pessoa não apresenta nenhum sinal de Covid-19.
  3. Sintomáticos: Todos aqueles que desenvolvem sintomas, que podem ser leves, moderados ou graves.

Essa distinção é importante, pois todos os pacientes podem transmitir o vírus, embora os assintomáticos tenham um risco menor de contaminar outras pessoas. “A recomendação de que todas as pessoas usassem máscara surgiu a partir de estudos que demonstraram que assintomáticos e pré-sintomáticos podem transmitir o vírus. O Sars-CoV-2 fica no nariz e na garganta, por isso o uso de máscara por todos é importante”, explica Laura de Freitas, farmacêutica-bioquímica e doutora em microbiologia.

Também é muito difícil saber quem é assintomático de fato e quem apenas ainda não apresentou sintomas. Além disso, alguns pacientes têm sintomas tão leves, como cansaço, que sequer os identificam como sinal da doença.

Ademais, os pacientes em fase pré-sintomática podem disseminar o vírus com mais facilidade do que os sintomáticos , pois quando surgem os sintomas, as pessoas costumam se sentir mal e ficar em isolamento.

Saber qual a porcentagem de assintomáticos entre aqueles que contraem o Sars-CoV-2 é outro desafio. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano avaliou estudos publicados entre o começo de janeiro e abril de 2020 e, a partir do risco de transmissão de assintomáticos e pré-sintomáticos, passou a recomendar intervenções comunitárias para reduzir a transmissão, como isolamento social e distanciamento físico, uso de máscaras e testagem massiva dos indivíduos.

 

Organização Mundial da Saúde

 

No dia 8/6/2020, a chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Maria van Kerkhove afirmou que a transmissão por pacientes sem sintomas era “rara”.

A declaração gerou polêmica no mundo, pois a própria OMS afirma que sintomáticos e pré-sintomáticos podem, sim, contaminar outras pessoas.

Diante da repercussão, a OMS veio à público, em 9/6/2020, dizer que assintomáticos podem transmitir o vírus, e Kerkhove afirmou que “as estimativas de assintomáticos variam de 6% a 41%”, portanto ainda são necessários mais estudos para determinar o impacto dos assintomáticos na disseminação da Covid-19 no mundo. A chefe da OMS disse, ainda, que sua declaração foi baseada em situações específicas e que aquela “não era uma política da OMS”.

O diretor de emergências da organização, Michael Ryan, atestou que a transmissão por meio de pacientes assintomáticos existe.”Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por pessoas assintomáticas está ocorrendo, a questão é saber quanto”, disse.

A dificuldade, de acordo com especialistas e a própria OMS, é definir qual a proporção de assintomáticos e pré-sintomáticos e como cada grupo contribui para a transmissão.

“Alguns estudos estimam que grande parte (até 50%) das transmissões da Covid-19 acontece por pessoas assintomáticas, pré-sintomáticas ou com sintomas tão leves que passam despercebidos. Ainda não sabemos, no entanto, que porcentagem das transmissões acontece em cada cenário”, completa a infectologista Vivian Avelino-Silva, professora da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Medicina do Einstein.

 

Distanciamento social e máscaras

 

Pessoas contrárias às medidas de isolamento social defendidas pela OMS, entre elas o presidente da República Jair Bolsonaro, apressaram-se em dizer, com base na primeira declaração de Kerkhove, que havia um risco baixo de transmissão entre assintomáticos.

Em seu Twitter, ele disse, em 9/6/2020, que: “agora a OMS conclui que pacientes assintomáticos (a grande maioria) não têm potencial de infectar outras pessoas. Milhões ficaram trancados em casa, perderam seus empregos e afetaram negativamente a Economia”.

Diante da crise econômica e social advinda da pandemia de Covid-19, é natural que governos sintam-se pressionados a retomar as atividades comerciais em seus países e estados. No entanto, é preciso entender que a responsável pela crise econômica é a pandemia, não as medidas utilizadas para mitigá-la. De nada adianta abrir lojas, restaurantes e shoppings se isso significar um aumento do número de casos da doença, que certamente sobrecarregará o sistema de saúde e nos fará ter de adotar medidas de isolamento ainda mais rígidas, prolongando e agravando a crise.

“As medidas de distanciamento social não visam somente os assintomáticos transmissores. Elas são importantes para diminuir a circulação geral do vírus na população e para ‘achatar a curva’, evitando o colapso do sistema de saúde”, conclui a dra. Vivian.

 

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